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quinta-feira, 27 de março de 2014

Câmara aprova Marco Civil da Internet


Apoiadores acompanharam da galeria da Câmara legislação considerada a constituição da rede (Foto: Gustavo Lima/Câmara)
Apoiadores acompanharam da galeria lei considerada Constituição da rede (Foto: Gustavo Lima/Câmara)


Após meses de intensas negociações, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (25), por votação simbólica, a criação do Marco Civil da Internet, projeto considerado uma espécie de constituição da rede mundial de computadores. Após concessões do governo em pontos antes considerados "cruciais" pelo Planalto, partidos aliados e da oposição retiraram todas as 12 propostas de alteração ao texto que haviam sido apresentadas em plenário (leia aqui a íntegra do texto final aprovado).

Até o PMDB, maior crítico ao relatório do deputado Alessandro Molon (PT-RJ), cedeu e se absteve de defender quaisquer modificações na redação. A proposta, que estabelece direitos e deveres de usuários e provedores de rede, seguirá agora para análise no Senado antes de ir à sanção presidencial.
Considerado "prioridade" pelo governo, o Marco Civil da Internet impedia a deliberação de outros projetos de lei no plenário desde outubro do ano passado, já que tramitava em regime de urgência.

O texto original previa que a neutralidade fosse regulamentada por meio de decreto presidencial.
Neutralidade

Um dos pilares do projeto, a neutralidade de rede, sofreu algumas alterações no texto, mas foi mantido. Por esse princípio, os provedores não podem ofertar conexões diferenciadas, por exemplo, para acesso somente a emails, vídeos ou redes sociais. O principal entrave estava na regulamentação do princípio pelo Poder Executivo, principalmente em relação às exceções à norma.
Partidos da oposição e da base aliada, sobretudo o PMDB, temiam que assim o presidente da República fizesse alterações significativas sem ouvir o Congresso. Para obter acordo, Molon especificou que o tema seria regulamentado "para fiel execução desta lei", sem autonomia para grande modificação por parte do presidente.
O objetivo é destacar que a regulamentação serve exclusivamente para viabilizar a aplicação da Lei do Marco Civil da Internet. Além disso, o relator incluiu ainda a obrigatoriedade de o presidente ouvir a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Comitê Gestor da Internet (CGI) antes de formular o decreto.
De acordo com o relator do texto, as exceções servirão para garantir prioridade a "serviços de emergência" e a qualidade de algumas transmissões, como vídeos ao vivo. Assim, a transmissão de e-mails, por exemplo, pode ter menor prioridade no tráfego de dados em prol de outros serviços.
Críticos da neutralidade dizem que o princípio restringe a liberdade dos provedores para oferecer conexões diferenciadas conforme demandas específicas de clientes e que sua aplicação obrigatória pode encarecer o serviço para todos indistintamente. A proposta não impede a oferta de pacotes com velocidade diferenciada.
O relator do Marco Civil da Internet, Alessandro Molon (PT-RJ), entrega relatório ao presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN) (Foto: Gustavo Lima/Câmara)O relator do projeto, Alessandro Molon,
entrega relatório ao presidente da Câmara,
Henrique Alves (Foto: Gustavo Lima)
Armazenamento de dados
Para viabilizar a aprovação da proposta, o governo também abriu mão do armazenamento no Brasil de dados de usuários brasileiros, com a instalação de data centers no país de empresas de internet, como o Google e o Facebook.
A medida tinha o objetivo de garantir a privacidade dos internautas e de dados do próprio governo brasileiro diante das denúncias de que os Estados Unidos teriam espionado comunicações da presidente Dilma Rousseff com ministros e assessores.
No entanto, parlamentares da base aliada se opunham à proposta argumentando que a exigência iria encarecer o acesso na internet. Para obter acordo, o relator da proposta, Alessandro Molon (PT-RJ), retirou esse trecho do projeto, com o aval do Planalto, mas reforçou que empresas internacionais precisam respeitar a legislação brasileira no tocante a transmissões de rede ocorridas no país.
"Em qualquer operação de coleta, armazenamento, guarda e tratamento de registros, dados pessoais ou de comunicações por provedores de conexão e de aplicações de internet em que pelo menos um desses atos ocorram em território nacional, deverá ser obrigatoriamente respeitada a legislação brasileira, os direitos à privacidade, à proteção dos dados pessoais e ao sigilo das comunicações privadas e dos registros", diz artigo do projeto do Marco Civil.
Com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura, o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente"
Art. 19 do Marco Civil da Internet,
em trecho referente à liberdade de expressão
Retirada de conteúdo
De acordo com o projeto, provedores de conexão à web e aplicações na internet não serão responsabilizados pelo uso que os internautas fizerem da rede e por publicações feitas por terceiros.
Atualmente não há regras específicas sobre o caso e as decisões judiciais variam - alguns juízes punem sites como o Facebook e Google por páginas ofensivas criadas por usuários, enquanto outros magistrados optam por penalizar apenas o responsável pelo conteúdo.
De acordo com a nova legislação, as entidades que oferecem conteúdo e aplicações só serão responsabilizadas por danos gerados por terceiros se não acatarem ordem judicial exigindo a retirada dessas publicações. O objetivo da norma, segundo Molon, é fortalecer a liberdade de expressão na web e acabar com o que chama de "censura privada".
O trecho era alvo de polêmica, sobretudo entre parlamentares do PMDB. Para o partido, esse artigo ajuda os provedores, mas prejudicará pessoas que eventualmente se sintam constrangidas por algum conteúdo publicado que seja evidentemente ilegal. Isto porque os provedores poderão não se sentir obrigados a retirar o conteúdo após a mera notificação do usuário, já que eles terão a garantia de que só serão responsabilizados se descumprirem ordem judicial exigindo a indisponibilidade da publicação.
Fim do marketing dirigido
Pelo texto aprovado, as empresas de acesso não poderão "espiar" o conteúdo das informações trocadas pelos usuários na rede. Há interesse em fazer isso com fins comerciais, como para publicidade, nos moldes do que Facebook e Google fazem para enviar anúncios aos seus usuários de acordo com as mensagens que trocam.
Essas normas não permitirão, por exemplo, a formação de bases de clientes para marketing dirigido, segundo Molon. Será proibido monitorar, filtrar, analisar ou fiscalizar o conteúdo dos pacotes, salvo em hipóteses previstas por lei.

Sigilo e privacidade
O sigilo das comunicações dos usuários da internet não pode ser violado. Provedores de acesso à internet serão obrigados a guardar os registros das horas de acesso e do fim da conexão dos usuários pelo prazo de seis meses, mas isso deve ser feito em ambiente controlado.
A responsabilidade por esse controle não deverá ser delegada a outras empresas.

Não fica autorizado o registro das páginas e do conteúdo acessado pelo internauta. A coleta, o uso e o armazenamento de dados pessoais pelas empresas só poderão ocorrer desde que especificados nos contratos e caso não sejam vedados pela legislação.
Relator e líder do governo defendem projeto
Após a aprovação, o relator disse acreditar que a Câmara melhorou a proposta do governo. Para Alessandro Molon, apesar das alterações e concessões, ficaram garantidos os princípios que ele considera pilares do Marco Civil da Internet: a neutralidade na rede, a privacidade e a liberdade de expressão.
Hoje nada impede que a navegação do usuário seja gravada, identificada e vendida, violando a privacidade do usuário. Com o Marco Civil isso não poderá acontecer"
Alessandro Molon (PT-RJ),
relator do Marco Civil da Internet
"Hoje nada impede que a navegação do usuário seja gravada, identificada e vendida, violando a privacidade do usuário. Com o Marco Civil isso não poderá acontecer. Também não existe lei que garanta que não haverá cobrança para uso diferenciado do acesso à internet, para quem quiser baixar música, assistir vídeo. O marco proíbe isso e coloca em lei essa proibição, algo que nos Estados Unidos caiu no Judiciário, mas ainda não tem lei", explicou.
O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), agradeceu pela aprovação e disse que os deputados superaram preocupações de cunho político e ideológico. Ele negou que a lei seja uma forma de o governo intervir na liberdade da internet.

terça-feira, 25 de março de 2014

Microsoft descobre falha no Office; Saiba como impedir infecções




A Microsoft emitiu alerta após descobrir uma falha de segurança no Word que permite a execução de códigos remotos a partir do software. Enquanto trabalha numa solução para o problema, a empresa fez uma série de recomendações que evitam contaminações.
Como explica o Código Fonte, a contaminação ocorre quando o usuário abre um arquivo RTF criado com alguma versão afetada do programa de edição de textos. Também caso seja aberto um RTF criado no Outlook enquanto o Word é usado para visualização de mensagens.
Talvez isso seja um problema mais grave para quem usa as versões 2007, 2010 e 2013 do gerenciador de e-mails, porque nelas o Word é o visualizador padrão.
Por ora, as recomendações são desabilitar a abertura de conteúdo RTF no Microsoft Word, ler e-mails em textos simples (opção presente no Outlook 2003, 2007, 2010 e 2013) e usar o arquivo Política de Bloqueio do Microsoft Office.

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/noticia/microsoft-descobre-falha-no-office-saiba-como-impedir-infeccoes/41012

sexta-feira, 21 de março de 2014

Facebook cria linguagem de programação chamada "Hack"


 


O Facebook está sempre procurando novas formas de melhorar seus serviços e nesta quinta-feira, 20, apresentou mais uma. A empresa revelou uma nova linguagem de programação chamada “Hack”.

A massa de programadores que acompanha o Olhar Digital está tendo o primeiro contato com a linguagem, mas quem trabalha na empresa já está bastante familiarizado. Ela tem sido usada no próprio Facebook por mais de um ano, então já está bastante testada, e teve o código liberado só agora.

Segundo o anúncio, a intenção por trás da nova ferramenta é unir os benefícios das linguagens estáticas, como C, e dinâmicas como o PHP. A diferença entre uma e outra é que nas estáticas, o erro é apontado antes da execução do programa, enquanto nas dinâmicas a falha é apontada quando o programa já está rodando e acontece algum bug.

A intenção do Hack é ter sua própria forma de identificar erros, encontrando um meio termo. O comunicado diz que, tradicionalmente, as linguagens dinâmicas são mais ágeis, mas torna mais difícil a identificação prévia de erros, enquanto as estáticas são mais seguras, mas menos rápidas.

O Facebook diz que a nova linguagem permitiria que os desenvolvedores programem mais rápido do que nunca.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Veja todos os sites que você já visitou



Você pode achar que trabalha bastante quando, na verdade, procrastina mais do que deveria. Mas não é muito fácil ter esse tipo de percepção sozinho, então uma estudante de ciência da computação da Universidade Carnegie Mellon pensou num jeito.

Para uma aula de arte interativa e design computacional, Shan Huang desenvolveu o Iconic History, que exibe os favicons de cada site já visitado pelo internauta enfileirados e com os respectivos links. Favicon é aquela imagenzinha que aparece ao lado do título do site nas abas do navegador.

O trabalho do Iconic History, que funciona como plugin para Chrome, é pegar esses favicons e os separar por data e ordem de acesso. Assim, você fica sabendo se passa muito tempo passeando por páginas e perfis do Facebook ou em sites de compra, na Wikipédia etc.

Confira clicando aqui.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Hackers roubam dados de 40 milhões de cartões de credito nos EUA

Hackers roubam dados de 40 milhões de cartões de credito nos EUA
Empresa é quase uma Havan norte-americana (Fonte da imagem: Reprodução/Platform Nation)

A invasão que resultou no roubo desses dados aconteceu em dezembro de 2013, mas somente a gora foi divulgada a natureza do problema. A Target, que tinha acabado de instalar um novo sistema de segurança da Symantec para se proteger, estava com a função de remoção automática de malwares desligada e, quando foi avisada da invasão, simplesmente não fez nada, permitindo aos atacantes operarem com seu código malware invasor sem qualquer restrição.Quando se vê uma notícia relacionada a um ataque hacker, as vítimas, quando são grandes empresas, normalmente tentaram se defender ou então só perceberam o desastre depois do ocorrido. Entretanto, a Target, uma companhia norte-americana que opera uma lojas de departamentos físicas e uma online, além de outros serviços, conseguiu perder dados de cartões de crédito de 40 milhões de clientes simplesmente porque ignorou os avisos do seu próprio sistema de segurança.
Os detalhes são da revista Bloomberg Businessweek, que afirma ainda que a empresa agora tenta fazer o controle de danos, implementando novos métodos de autenticação para o uso dos cartões de crédito que tiveram suas informações roubadas. Além do mais, até hoje está sendo feito um trabalho de rastreamento do malware que infectou o sistema da companhia e “passou despercebido”.
Não está claro o porquê de tanta negligência, uma vez que a empresa não confirmou como foi atacada, mas especula-se que uma posição do departamento de TI da empresa estava vacante naquele período, o que pode ter facilitado a ação dos criminosos. Mesmo assim, com o sistema de segurança emitindo vários avisos sobre a brecha, seria bastante difícil não ver o que estava acontecendo.
Até o momento, não há informações sobre o uso desses dados para realizar compras ilegais ou se a empresa conseguiu resolver de vez a brecha de segurança.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/ataque-hacker/52372-hackers-roubam-dados-de-40-milhoes-de-cartoes-de-credito-nos-eua.htm#ixzz2wE6K5zDT

Screenshots apontam como serão as chamadas de voz do WhatsApp

Screenshots apontam como serão as chamadas de voz do WhatsApp
Chamadas por voz poderão ser feitas através do aplicativo. (Fonte da imagem: Reprodução/iPhoneItalia)

Além das mensagens de voz que já são possíveis pelo WhatsApp, agora o aplicativo terá uma opção de chamada logo abaixo do nome de cada um na tela de conversa. Ao pressionar a função, o app automaticamente discará o número do contato utilizando a transmissão VOIP, que conecta os dois usuários pela internet.Muito se espera do WhatsApp depois que o Facebook comprou o famoso mensageiro para smartphones, principalmente depois que a companhia anunciou que o aplicativo será capaz de realizar chamadas de voz. Hoje o site iPhoneItalia divulgou algumas screenshots das futuras funções no iOS, já dando um gostinho do que virá ainda este ano para os usuários do app.
No topo da tela será possível visualizar que a chamada está sendo realizada pelo WhatsApp, assim como três funções logo abaixo: “mutar”, que não transmitirá a sua voz pelo microfone; “mensagem”, que visualiza a conversa mantendo a chamada ativa; e “alto-falante”, que troca para o viva-voz do seu celular.

Screenshots apontam como serão as chamadas de voz do WhatsApp
Botão para adicionar fotos agora está ao lado da caixa de texto. (Fonte da imagem: Reprodução/iPhoneItalia)

As chamadas, assim como a utilização do aplicativo, serão gratuitas, bastando que o usuário pague pela anualidade de US$ 0,99 através de um SMS. Poderão ser utilizadas as redes Wi-Fi ou 3G do aparelho para entrar em contato com os demais usuários.

A atualização também trará uma inserção de fotos mais fácil para as conversas, posicionando a função de imagens do lado da caixa de texto do aplicativo. Apesar das screenshots divulgadas se referirem ao iOS, as novas opções também estarão presentes para o sistema operacional Android. No entanto, não há ainda uma data confirmando quando a atualização chegará para todos os aparelhos.

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/whatsapp/52386-screenshots-apontam-como-serao-as-chamadas-de-voz-do-whatsapp.htm#ixzz2wE1OeubC

sexta-feira, 7 de março de 2014

Perseguido pela imprensa, Satoshi Nakamoto nega ter criado a Bitcoin



Os últimos dias foram uma maluquice para Satoshi Nakamoto, um senhor japonês de 64 anos, que vive nos Estados Unidos. Uma reportagem da revista americana Newsweek o colocou no centro das atenções do mundo da tecnologia, por supostamente ser o criador da Bitcoin. Ele nega veementemente o feito.

Dorian Prentice Satoshi Nakamoto passou a ser perseguido pela imprensa americana assim que a reportagem começou a se espalhar. Os repórteres começaram a se aglomerar em frente à sua casa para questioná-lo sobre o assunto. Um jornalista do Buzzfeed conseguiu registrar uma declaração dele afirmando não ter nenhum envolvimento com a Bitcoin.

Um repórter da Associated Press acabou o convidando para comer sushi de forma grátis, e Satoshi Nakamoto acabou aceitando. Em seguida, os jornalistas no local começaram uma perseguição de carro, gerando uma cena no mínimo bizarra.

Para não restar dúvida, a imprensa no local afirma que Nakamoto não nega apenas o envolvimento, mas também ter criado a criptomoeda. A Newsweek, no entanto, reafirma ter certeza absoluta de que ele é o criador da Bitcoin.

A reportagem original da publicação descrevia de modo detalhado toda a vida de Nakamoto e o que ele pensava na época em que teria criado a Bitcoin. Muitos ficaram incomodados com a matéria, que não apenas descrevia seu estilo de vida, como mostrava uma foto de sua casa e falava que seu patrimônio era estimado em US$ 400 milhões.

Conheça a história de Satoshi Nakamoto, o inventor da Bitcoin





Quem diria? O criador da Bitcoin, principal – e mais polêmica – moeda virtual em circulação, é um senhor de 64 anos, nascido no Japão e naturalizado norte-americano, com um gosto peculiar que o faz colecionar trenzinhos e um temperamento à la Steve Jobs. Não só isso, Satoshi Nakamoto é dono de uma fortuna em Bitcoins avaliada em cerca de US$ 400 milhões, mas vive numa casa humilde com a mãe em Temple City, na Califórnia.

Até hoje o nome Satoshi Nakamoto era só uma especulação, ninguém sabia de verdade se o homem existia ou se era um código, um pseudônimo ou coisa parecida. Então a repórter investigativa Leah McGrath Goodman, da revista Newsweek, mergulhou no caso e o desvendou, apesar de ter trocado apenas algumas palavras com ele.

Mais velho de uma família com três irmãos engenheiros, Nakamoto nasceu em Beppu, no Japão, em 1949, onde foi criado pela mãe, Akiko, sob preceitos budistas. Quando ele tinha dez anos, a mãe havia passado por um divórcio e se casara novamente quando todos se mudaram para a Califórnia, nos EUA.

FORMAÇÃO

O garoto se formou físico na California State Polytechnic University e, desde então, adotou o nome Dorian Prentice Satoshi Nakamoto, assinando como Dorian S. Nakamoto. Saindo da faculdade, passou a trabalhar na Hughes Aircraft nas áreas de defesa e comunicações eletrônicas. Na década de 1980, se mudou para Nova Jersey, onde começou a trabalhar para a Radio Corporation of America como engenheiro de sistemas – foi quando conheceu a segunda esposa e teve cinco de seus seis filhos; só o primeiro é fruto do antigo casamento.

Nessa empresa, que hoje se chama L-3 Communications, Nakamoto atuava em trabalhos secretos para o governo, projetos que envolviam aviões e navios de guerra. Ele também fazia trabalhos militares paralelos, mesmo estando na RCA, até que, em 1987, o casal voltou para a Califórnia. Lá ele se sustentava como engenheiro da computação na região de Los Angeles e chegou a ser demitido duas vezes na década de 1990, sendo obrigado a hipotecar a casa, que acabou perdendo.

Esse ponto é importante porque Ilene Mitchell, 26, filha mais velha de Nakamoto, disse à Newsweek que foram provavelmente esses problemas que formaram o pensamento que seu pai tem sobre impostos e governo e, mais pra frente, podem tê-lo levado a idealizar algo como a Bitcoin. Ele sempre incentivou Ilene a ser independente, iniciar um negócio próprio e "não ficar sob controle do governo". "Ele era muito cauteloso com o governo, os impostos e as pessoas responsáveis", comentou ela.

Depois de uma temporada de volta em Nova Jersey, quando ele e a esposa, Grace Mitchell, 56, se separaram, ele retornou outra vez a Tample City, onde permanece até hoje. E ninguém da família sabe ao certo o que Nakamoto faz para viver.

CAÇADA

Quando a repórter chegou à porta de sua casa, Nakamoto a esperava com dois policiais que sequer sabiam que ele era o pai da moeda virtual. Se recusou a responder qualquer pergunta sobre Bitcoin e apenas confirmou seu envolvimento com ela ao dizer que ela foi entregue a outras pessoas: "Já não tenho qualquer ligação", informou ele, antes que os policiais fizessem a representante da Newsweek entender que não haveria entrevista.

Leah McGrath passou dois meses conversando com pessoas próximas a ele, compreendendo que de fato Nakamoto não é sujeito de holofotes. Arthur, seu irmão mais novo, avisou-a de que, apesar de "brilhante", ele é "um idiota" que negaria qualquer coisa que lhe fosse perguntado: "Ele nunca admitirá ter começado a Bitcoin", adiantou.

Gavin Andresen, cientista-chefe da Bitcoin, trabalhou com Nakamoto no desenvolvimento da moeda entre junho de 2010 e abril de 2011 e constatou que o temperamento do antigo colega é difícil. "Ele era o tipo de pessoa que, se você cometesse um erro honesto, ele poderia chamá-lo de idiota e nunca mais falar com você", ressaltou. Nesse período, os dois só se falavam por correspondência eletrônica e Nakamoto jamais respondeu a qualquer questionamento pessoal; quando, em 26 de abril de 2011, Andresen disse que fora convidado a palestrar para a CIA sobre a moeda, Nakamoto desapareceu.

"Eu tenho a impressão de que Satoshi estava realmente fazendo isso por razões políticas", disse Andresen, confirmando as suspeitas da filha Ilene. De fato, a Bitcoin se tornou um gigante financeiro com operações diárias que somam quase US$ 500 milhões. Ela cresceu a um ponto inimaginável até a quem se envolveu na sua criação, tanto que Andresen ganhou US$ 800 por centavo investido na moeda virtual.

Se a ideia de Satoshi Nakamoto era criar uma forma de driblar o sistema financeiro convencional, ele conseguiu. A Bitcoin não está vinculada a nenhum governo e pode ser enviada de uma conta à outra, sem taxas, com a mesma facilidade de se trocar e-mails. Aos invés de bancos intransponíveis, quem fiscaliza as transações são os próprios usuários, que sabem de onde vem e pra onde vai cada centavo virtual.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Novo vírus de computador se espalha da mesma forma que a gripe




Pesquisadores da Universidade de Liverpool criaram um vírus de computador que se comporta de forma semelhante ao da gripe, se espalhando pelo ar, sem ao menos depender de um computador para isso. Chamado "Chameleon", ele usa redes Wi-Fi para alcançar suas vítimas.

O Chameleon não fica alojado no PC, mas sim no ponto de acesso, recolhendo informações de qualquer um que passar por ela. E é inteligente o suficiente para ignorar sistemas mais bem protegidos, assim, sempre que topa com informações criptografadas, o malware não se ocupa em descobri-la, passando para o próximo alvo.

Alan Marshall, professor de segurança de rede da Universidade de Liverpool, explicou ao Mashable que o vírus não afeta a forma como os dispositivos se comportam, ele só coleta e envia as informações contidas neles. Então usa as máquinas para chegar a outras redes Wi-Fi e continuar se espalhando. Tal qual uma gripe, ele atua mais rapidamente em regiões mais populosas.

Como o Chameleon fica alocado no ponto de acesso, e não num computador, smartphone, tablet, as soluções convencionais de segurança não são capaz de combatê-lo. A boa notícia é que o vírus existe somente num laboratório, onde os pesquisadores já trabalham para criar uma "vacina".

quarta-feira, 5 de março de 2014

Facebook pretende encher céu com drones que distribuam internet pelo mundo

Facebook pretende encher céu com drones que distribuam internet pelo mundo 
                                 (Fonte da imagem: Reprodução/C/NET)

Parece que o Facebook está considerando comprar drones da Titan Aerospace para lançá-los aos céus e espalhar conexões de internet em determinadas regiões. Segundo o site TechCrunch, isso pode acontecer em breve.
A Titan Aerospace é responsável por desenvolver drones autônomos que podem voar por cinco anos sem necessidade de pousarem ou serem reabastecidos, já que funcionam com energia solar.
As aeronaves se mantêm no ar graças à energia solar e podem ter múltiplas aplicações, voando até 20 quilômetros de altitude. De acordo com rumores, o Facebook está interessado em adquirir esses equipamentos para transformá-los em fontes de internet aéreas, que se locomovem e chegam a localidades difíceis (o foco inicial seriam os países da África). A Titan já confirmou que o Facebook entrou em contato – e que o acordo realmente pode ocorrer.
O modelo de aeronave escolhido pelo Facebook é o Solara, pois já que existem 11 mil drones funcionais que podem ser acionados e fornecer internet pelo ar. Os Solaras são enviados normalmente no período noturno, sendo que, depois que eles entram em contato com a luz solar, circulam pelo ar sem necessidade de recarga.

Também há o rumor de que o Facebook pode optar por comprar a empresa Titan por completo, sendo que os valores dessa negociação giram em torno dos US$ 60 milhões – um preço muito inferior quando o comparamos com o valor pelo qual o WhatsApp foi vendido.
O projeto com as aeronaves é de certo modo parecido com o Project Loon, lançado pelo Google e que prevê disponibilização de internet ao redor do globo com a ajuda de balões de ar quente (algo que já está sendo testado na Nova Zelândia), como já noticiamos aqui no TecMundo. De qualquer modo, tudo no momento não passa de especulação, porém em breve devemos saber se os céus ficarão cheios de drones distribuindo internet por aí. 


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/facebook/52042-facebook-pretende-encher-ceu-com-drones-que-distribuam-internet-pelo-mundo.htm#ixzz2v8KnKYEJ

App de ligação falsa ajuda a se livrar dos chatos no carnaval

Fake Coming Call é um aplicativo, disponível para iOS, que permite as usuários programar o recebimento de ligações falsas no seu dispositivo. Com isso, o usuário pode sair de situações indesejadas ou simplesmente enganar os amigos, simulando ligações falsas em iPhones.
Nas configurações, o usuário pode ajustar algumas características sobre a chamada falsa. Em “Mostrar número”, é possível buscar um número de contato na agenda do iPhone para utilizá-lo na ligação. Dessa maneira, dificilmente alguém duvidará que você não em uma chamada pois será mostrado no visor o nome e o avatar do contato.
Para programar a falsa chamada será necessário utilizar a opção cronômetro. Através dela, o usuário define o dia da semana e a hora exata que receberá a ligação. É só configurar e aguardar, o restante o aplicativo faz para você.
Outras opções importantes estão na possibilidade de definir um papel de parede e um ringtone específico para essa ligação. São ao todo seis toques.
Mas não é só isso. A opção “Voz Falso” pode deixar a brincadeira ainda mais convincente. Nela, o usuário poderá definir uma voz masculina ou feminina que será disparada assim que ele atender a ligação. São seis tipos de voz que vão desde timbres de meninas até de uma pessoa idosa.
Para baixar o aplicativo, basta acessar: http://www.techtudo.com.br/tudo-sobre/s/fake-coming-call.html

terça-feira, 4 de março de 2014

Samsung divulga primeiro comercial do Galaxy S5



Durante a transmissão da entrega do Oscar 2014, a Samsung inseriu o seu primeiro comercial do Galaxy S5. O aparelho, além de estar presente no show, teve todas as suas funções exclusivas apresentadas no vídeo acima. O anúncio dura pouco menos que quatro minutos, sendo considerado um grande comercial para os padrões da TV, ainda mais e se levarmos em conta o valor da inserção durante a exibição da maior premiação do cinema.
Como você pode conferir, a Samsung foca bastante nas novidades do dispositivo e cita até algumas especificações do aparelho, como o novo processador, detalhes da tela e da nova câmera. As funcionalidades que ajudam o usuário a ficar em forma também foram destacadas, apresentando o S Health juntamente com os smartwatches da marca.
O Galaxy S5 terá lançamento global em 150 país simultaneamente no dia 11 de abril. Há boatos, entretanto, de que dificuldades na produção do leitor de digitais do smartphone possam atrapalhar os planos da Samsung para o GS5.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/galaxy-s5/52016-samsung-divulga-primeiro-comercial-do-galaxy-s5.htm#ixzz2v1LFgu25

segunda-feira, 3 de março de 2014

Como remover vírus de atalhos do Pen Drive (explicado e comentado)


Olá de novo pessoas, aqui é o Victor, fiquei um tempo sumido arrumando impressoras e ar-condicionados ocupado com os assuntos de faculdade, mas, aqui estou eu de volta, trazendo novos tutoriais para vocês!

Este tutorial de hoje sei que tem em alguns sites por aí, mas, navegando por estes, não encontrei nenhum que explicava como funciona o comando que remove os vírus, somente ensinam a retirar e pronto. Mas, como aqui no CyberTech somos escravizados, chicoteados e obrigados a fazer tudo o que o chefe manda diferenciados hoje, eu Victor, após aprender o básico sobre MS-DOS e Batch (que é a base para ser usada no prompt conhecido hoje nos Windows) na faculdade, vou ensinar para vocês como funciona o comando que remove o vírus de atalhos do Pen Drive! \o

Removendo o vírus de atalhos do Pen Drive

Então vamos lá, abra o menu iniciar e procure pelo prompt de comando.

- Se for Windows XP ou anterior, abra o "Executar..." e digite "cmd".
- Se for Windows 7, digite "prompt" e abra o "Prompt de Comando".
- Se for Windows 8, clique com o botão direito no lugar onde costumava ficar o menu iniciar e clique em "Prompt de Comando (Admin)".

Agora a tela do prompt se abrirá. Na linha de comando digite o seguinte comando: attrib -h -r -s /s /d E:\*.*

Onde está o "E:\", substitua pela letra (unidade) que seu Pen Drive está no PC.

Comando de remoção do vírus sendo executado no Prompt de Comando

Pronto, o vírus de atalhos está removido de seu Pen Drive! o/

Mas Victor, você não havia prometido que iria explicar como o comando funciona?

Pois vamos a explicação agora.

Para observar como o comando "attrib" funciona, digite no prompt: attrib /?

Detalhamento do comando "attrib"

Aqui podemos ver todas as propriedades do comando "attrib", observe as que são utilizadas no comando para a remoção do vírus.

-h = Limpa o atributo de arquivo oculto. (h vem de hidden, ou oculto)
-r = Limpa o atributo de arquivo de somente leitura. (r vem de read, ou leitura)
-s = Limpa o atributo de arquivo do sistema. (s vem de system, ou sitema)

/s = Processa (neste caso limpa) todos os arquivos do seu Pen Drive, inclusive aqueles que estão em subpastas. (s vem de subdirectory, ou subdiretório/subpasta)
/d = Inclui pastas no processamento (neste caso limpeza), sem este adicional o sistema iria limpar apenas arquivos, e não checaria pastas. (d vem de directory, ou diretório/pasta)

Obs.: O "*.*" no fim do comando indica um coringa, ou seja, um caracter que representa tudo. Ao invés de limpar arquivo por arquivo, digitando "*.*" você limpa tudo de uma vez. "*" representa "tudo", sendo assim, você limpa "tudo.tudo" ou seja todos os arquivos, de todas as extensões.

Então, o que este comando faz é nada mais do que limpar atributos dos arquivos do seu Pen Drive, que o vírus havia atribuído, inutilizando seus arquivos.

Bom, é isso aí pessoal, espero que tenham gostado deste tutorial e que ele seja útil para vocês! :D

Por favor, comentem, critiquem, elogiem e, se houver alguma falha ao longo do post, apontem por favor! e.e

Um grande abraço, e um high five do seu amigo, Victor! o/

domingo, 2 de março de 2014

Mozilla e empresa chinesa vão lançar smartphone de US$ 25

Mozilla e empresa chinesa vão lançar smartphone de US$ 25                                    (Fonte da imagem: Reprodução/Phone Arena)

Mozilla confirmou neste domingo (23) que acaba de firmar uma parceria com a empresa chinesa Spreadtrum para a fabricação daquele que já pode ser considerado o smartphone mais barato do mundo.
O aparelho deve custar apenas US$ 25 (o equivalente a R$ 59, sem impostos) e tem previsão de chegar a 15 países ainda em 2014. A empresa, entretanto, não confirmou a lista de nações que devem receber o produto, mas é possível que o Brasil esteja entre os escolhidos. 
Contando com um hardware simples, o aparelho terá tela de 3,5 polegadas, com resolução de 320x480 pixels. A câmera traseira é de 2 megapixels. O sistema operacional utilizado será o Firefox OS e o modelo terá conectividade WiFi e Bluetooth. A função Rádio FM também está confirmada. O Firefox OS de US$ 25 dará acesso ainda a um ecossistema de aplicativos web e HTML5.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/mwc-2014/51692-mozilla-e-empresa-chinesa-vao-lancar-smartphone-de-us-25.htm#ixzz2upRCIQVZ

Kaspersky identifica primeiro vírus para Android a usar rede Tor



A equipe de pesquisadores da Kaspersky revelou uma novidade do mundo para os malwares para o Android. O refinamento das pragas para o sistema do Google chegou a um ponto que agora a rede anônima Tor já está sendo usada nos ataques.

Para quem não conhece, a rede Tor (The Onion Router), é um software que permite que usuários naveguem de forma anônima na internet, criptografando o tráfego de dados entre usuário e servidor. As informações também são distribuídas entre os diversos nós da rede antes de chegar ao usuário final, de forma a tornar praticamente impossível a identificação da pessoa. Ele também pode ser usado para hospedar sites em uma rede escondida. Por isso ele é tão usado na Deep Web.

Agora a prática está sendo usada para afetar celulares com Android. Segundo a Kaspersky, o vírus usa um site da encriptado pelo Tor como um servidor command-and-control, que pode ser usado para enviar instruções para a praga.

A prática não é nova nos desktops, mas é a primeira vez que é observada em um sistema móvel, seguindo a tendência de ataques cada vez mais frequentes e refinados a aparelhos móveis, com dados pessoais valiosos.

O vírus em questão é capaz de interceptar mensagens SMS e coletar outras informações como número de telefone, código de IMEI do aparelho e recolher informações de coordenadas de GPS. E como o malware usa a rede Tor, fica difícil determinar a origem e a identidade da pessoa por trás da ameaça.

Deep Web vai lançar mensageiro instantâneo anônimo

O Tor é uma ferramenta incrível de anonimidade na web e agora esse poder está próximo de facilitar a vida de quem quer trocar mensagens de forma anônima, já que um mensageiro instantâneo está sendo desenvolvido.

O "Tor Messenger" utilizaria a rede anônima para transmitir a mensagem de um usuário para outro. O software poderia ser disponibilizado sozinho, de forma independente ou incluído no Tor Browser Bundle, que permite que usuários utilizem um navegador já configurado para navegar de forma anônima.

Contudo, o mensageiro do Tor ainda está em fase de planejamento, mas em breve os desenvolvedores devem colocar a mão na massa. Ele será desenvolvido sobre o Instabird, um mensageiro instantâneo de código aberto.

O desenvolvimento incluirá criptografia OTR (Off-the-Record Messaging) e as mensagens passarão pela rede Tor. A expectativa é que ele esteja pronto ainda em março, mas o projeto não inclui um prazo final.

O site de desenvolvedores, onde o projeto foi identificado pelo Daily Dot, diz que auditores independentes deverão dar seu aval para a plataforma. O app também deve ser traduzido para diversas línguas, entre elas as árabes, onde há uma censura maior ao ativismo político. Assim, eles poderiam se comunicar de forma mais segura.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Telegram x WhatsApp: qual é o melhor serviço de mensagens?

Telegram x WhatsApp: qual é o melhor serviço de mensagens?                                                   (Fonte da imagem: JavierByte)

Se você anda acompanhando as principais notícias publicadas aqui no Tecmundo, certamente deve saber que o WhatsApp está com seu reinado ameaçado por um desafiante oriundo de terras distantes: o Telegram, serviço russo que ganhou mais de 5 milhões de usuários ao longo dos últimos dias.
O programa figurou no top dos mais baixados da App Store e ganhou notoriedade internacional por ter servido como “rota de fuga” para os internautas cansados das falhas do WhatsApp. Mas, no fim das contas, será que o Telegram realmente tem o potencial para se tornar o próximo “rei dos mensageiros instantâneos” e desbancar a criação de Jam Koum? Foi para responder essa pergunta que decidimos colocar os dois serviços lado a lado e observar seus principais pontos positivos e negativos.

Telegram x WhatsApp: qual é o melhor serviço de mensagens?                                                (Fonte da imagem: Real State Nova)

As armas do desafiante

Surpreendentemente, ainda que o Telegram pareça ser exatamente igual ao WhatsApp, basta passar poucos minutos estudando o aplicativo para descobrir suas vantagens e seus recursos exclusivos.

Devolvendo a sua privacidade

O maior trunfo do Telegram é, de fato, sua grande preocupação e transparência quanto a segurança e privacidade de seus usuários. O serviço utiliza duas camadas de um protocolo criptográfico baseado no clássico AES-256, além de trabalhar com encriptação RSA 2048 e troca de chaves de Diffie-Hellman. Além disso, o aplicativo conta com um recurso inédito bastante interessante e batizado de “Secrets Chats” (ou “Chats Secretos”, em português).
Tratam-se de chats ainda mais seguros do que os convencionais, que utilizam criptografia end-to-end (as mensagens só são descriptografadas quando chegam ao telefone do destinatário) e não deixam qualquer rastro nos servidores do Telegram. Além disso, você pode atribuir um prazo de validade para seus chats secretos de forma que eles sejam deletados automaticamente após alguns minutos.
E não acaba por aí: o aplicativo não permite que você encaminhe qualquer conteúdo recebido através de um Secret Chat, dificultando assim o compartilhamento de imagens ou vídeos impróprios para pessoas não autorizadas.

Telegram x WhatsApp: qual é o melhor serviço de mensagens?Aplicativo é focado em segurança (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

Gratuito de verdade

Ainda que a maioria das pessoas não preste atenção neste pequeno detalhe, vale lembrar que o WhatsApp não é um software 100% gratuito – ele só oferece um período realmente longo de testes, popularmente conhecido como trial. Depois de um ano de uso, é necessário desembolsar US$ 0,99 (cerca de R$ 2,31) por uma assinatura anual. De fato, trata-se de um valor irrisório, mas que pode chatear bastante algumas pessoas (especialmente aquelas que não possuem cartão de crédito internacional, necessário para pagamento de tal taxa).
O Telegram, por sua vez, é gratuito para sempre. Nada de compras ou subscrições periódicas escondidas – e ele também não conta com as tão odiadas propagandas. Isso se dá ao fato de que os criadores do serviço não planejam obter lucros financeiros: todos os custos com a infraestrutura do aplicativo são quitados com uma doação generosa feita pela investidora Digital Fortress (que, por sua vez, é chefiada por Pavel Durov, irmão do programador Nikolai Durov, que foi o responsável pela criação efetiva do mensageiro).
De acordo com o site oficial do Telegram, o dinheiro doado por Pavel ainda está bem longe de terminar e, quando isso eventualmente acontecer, o serviço dependerá de donativos de seus próprios usuários ou venderá recursos adicionais não essenciais.

Telegram x WhatsApp: qual é o melhor serviço de mensagens?                                                       (Fonte da imagem: Salon)

Eu sou de todo mundo!

Por ser um software open source, qualquer pessoa pode estudar e modificar o código-fonte do Telegram, criando apps derivados ou conferindo por mesmo se não há nada de suspeito por trás do programa.
Os códigos dos aplicativos oficiais podem ser encontrados no Github; o protocolo de criptografia e a API também estão disponíveis para qualquer pessoa que estiver interessada neles. Em um futuro próximo, os próprios usuários do Telegram poderão traduzir o serviço para o seu idioma nativo de forma colaborativa.
Os criadores do software prezam tanto pela filosofia open source que estão pensando inclusive em permitir que qualquer pessoa crie seus próprios servidores para o serviço. Já imaginou como deve ser legal fazer parte da infraestrutura de um dos mensageiros instantâneos mais famosos do mundo?

Telegram x WhatsApp: qual é o melhor serviço de mensagens?
Migram, um app de Windows Phone para acessar o Telegram (Fonte da imagem: Divulgação/Migram)

Multiplataforma e sincronização

Com versões oficiais para Android e iOS (e não oficiais para Windows PhoneWindowsMacLinuxChrome App e interface web), o Telegram chama a atenção por manter os dados de seus usuários sempre sincronizados entre as múltiplas plataformas suportadas pelo serviço.
Isso quer dizer que, basicamente, você pode iniciar uma conversa no seu smartphone e continuá-la na versão para a web, tendo acesso a todo o seu histórico de mensagens e arquivos compartilhados entre todos os seus contatos.
A única exceção é, obviamente, para os chats seguros, nos quais as mensagens enviadas são apagadas instantaneamente assim que passam dos servidores do Telegram para o dispositivo do destinatário.

Telegram x WhatsApp: qual é o melhor serviço de mensagens?Cliente do Telegram para Mac OS (Fonte da imagem: Divulgação/Messenger for Telegram)

Uma verdadeira reunião

Outra vantagem do Telegram é sua enorme capacidade para chats em grupo: o app russo permite que você converse com até 200 pessoas simultaneamente, enquanto o WhatsApp não suporta mais de 50 contatos em um mesmo bate-papo.

Telegram x WhatsApp: qual é o melhor serviço de mensagens?Chats com até 200 pessoas são realidade no Telegram (Fonte da imagem: Telegram)

E quando o WhatsApp leva a melhor

Obviamente, nem tudo são flores: o Telegram também conta com alguns pontos negativos que merecem ser destacados e através dos quais o WhatsApp acaba saindo vitorioso. E algumas dessas fraquezas do app russo são:

Recados de voz e ligações VoIP

Uma das funções mais divertidas (e úteis em certas ocasiões) do WhatsApp é o envio de recados de voz para um contato ou chat em grupo. O Telegram, infelizmente, ainda não possui esse tipo de recurso e não há previsão para que algo do gênero seja desenvolvido.
Da mesma forma, faz parte dos planos do WhatsApp incluir o recurso de chamadas VoIP em seu aplicativo em um futuro breve, na tentativa de competir diretamente com o Viber. Quando isso acontecer, o Telegram ficará ainda mais atrasado no quesito de voz, o que nos obriga a tirar alguns pontos do serviço europeu.

Telegram x WhatsApp: qual é o melhor serviço de mensagens?
Recados de voz fazem falta no Telegram (Fonte da imagem: Quick Online Tips)

Variedade de idiomas, cadê?

Pois é: por enquanto, o Telegram só possui suporte para inglês, espanhol e arábico. Não há uma interface em português, o que pode acabar espantando alguns usuários tupiniquins. O WhatsApp, por outro lado, além de ter versão adaptada para os brasileiros, também suporta 35 linguagens diferentes – incluindo chinês, alemão, neerlandês, francês, italiano e até catalão. Só faltou esperanto, élfico e LOLCat.
Brincadeiras à parte, o Telegram é um app bem simples e uma interface em inglês não é um obstáculo realmente grave para quem quiser usufruir do serviço. Contudo, precisamos sempre encarar os fatos como uma disputa do mercado a nível global: se os irmãos Durov realmente estiverem dispostos a ultrapassar o WhatsApp, eles precisam tomar providências o mais rápido possível para levar o aplicativo para outros países (aumentando, assim, sua base de usuários ao redor do globo).

Telegram x WhatsApp: qual é o melhor serviço de mensagens?WhatsApp ganha pontos por estar disponível em uma série de idiomas diferentes (Fonte da imagem: NuTech)

Em suma, quem é o vencedor?

É impossível negar que o Telegram é um software com um potencial gigantesco. O app traz tudo o que o WhatsApp tem de melhor e ainda adiciona recursos de privacidade interessantíssimos para quem preza pela segurança de seus dados pessoais.
Sua postura open source é outro ponto que nos agradou bastante: ainda que o serviço não tenha compatibilidade com algumas plataformas menos populares (como BB 10, Symbian e Firefox OS), seu código-fonte está disponível para qualquer programador que tenha boa vontade o suficiente para criar aplicativos para os SOs supracitados.
Os pontos negativos apontados ao longo desta matéria não são o suficiente para tirar o brilho do serviço. Certamente são problemas que merecem ser tratados com urgência pela equipe responsável pelo software; quando eles forem resolvidos, contudo, é fato que o Telegram certamente cairá no gosto popular e se tornará o próximo grande aplicativo para troca de mensagens instantâneas.
A principal preocupação é quanto ao aspecto financeiro do serviço. Será que os irmãos Durov conseguirão manter uma infraestrutura de qualidade sem recorrer a investimentos de terceiros ou inserção de publicidade no app? Ao que tudo indica, teremos a resposta para essa questão em um futuro próximo – afinal, com tantos usuários se registrando no serviço diariamente, não vai demorar muito até que o Telegram tenha que expandir sua estrutura e instalar um número absurdo de servidores.


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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Tudo sobre a compra do WhatsApp pelo Facebook

O mundo da tecnologia foi sacudido na noite de hoje (19) por uma transação bilionária: o Facebook anunciou a compra do WhatsApp por nada menos que US$ 19 bilhões. Desse valor, US$ 4 bilhões serão pagos em dinheiro, US$ 12 bilhões em ações do Facebook e outros US$ 3 bilhões em ações restritas serão divididas entre os funcionários do WhatsApp ao longo dos próximos 4 anos.
Os valores são altos até mesmo para a indústria tecnológica, acostumada a vultuosas quantias. As compras da Motorola pela Lenovo e da Nokia pela Microsoft, juntas, somam US$ 10,09 bilhões. A Marvel foi vendida à Disney por US$ 4 bilhões. Em um cenário hipotético, caso o Facebook quisesse bancar todos os custos da Copa do Mundo no Brasil – orçada até o presente momento em R$ 33 bilhões (o equivalente a US$ 13,8 bilhões) –, poderia fazer isso tranquilamente e ainda sobraria pelos menos outros US$ 5 bilhões.

Por que comprar o WhatsApp?


O Facebook é hoje a rede social mais popular do planeta com mais de 1 bilhão de usuários. Perto desse número, o WhatsApp não faz feio: são 450 milhões de usuários ativos – o que representa cerca de 37% do tamanho da audiência da rede social.

Tudo sobre a compra do WhatsApp pelo Facebook [infográfico]
Crescimento do WhatsApp é mais rápido do que o crescimento do Facebook. (Fonte da imagem: Divulgação/Facebook)

Mais do que isso, o WhatsApp se faz presente em praticamente todos os sistemas operacionais: AndroidiOSWindows PhoneBlackBerrySymbian e na linha Asha, da Nokia. Segundo informações do site Business Insider, 41% dos usuários de Android, sistema operacional que responde por 82% do mercado de smartphones, contam com o WhatsApp ativo em seus aparelhos.
Por outro lado, a ferramenta Messenger do Facebook, embora popular, está longe de alcançar tamanho sucesso. Levando-se apenas o Android em consideração, apenas 16% dos usuários contam com o Messenger instalado e utilizam o app com frequência.  Em outras palavras: se alguma ferramenta poderia ameaçar o domínio absoluto do Facebook no que diz respeito a ferramentas de comunicação, essa empresa não era a Google ou a Microsoft, mas sim o mensageiro WhatsApp. 

O que muda para o consumidor?


Tão logo o anúncio da compra foi divulgado nos sites de tecnologia, muitos usuários se questionaram sobre os rumos que os serviços Messenger e WhatsApp devem tomar. Inclusão de publicidades e uma possível integração entre os dois mensageiros estão entre os maiores temores e expectativas dos consumidores.
Entretanto, de acordo com declarações de Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, e Brian Acton, cofundador do WhatsApp, em princípio absolutamente nada deve mudar. “O WhatsApp vai continuar a operar de forma independente. A estratégia do produto permanece inalterada e toda a equipe da ferramenta vai continuar em Mountain View”, destacou Zuckerberg.

Tudo sobre a compra do WhatsApp pelo Facebook [infográfico]                                            (Fonte da imagem: Divulgação/WhatsApp)

“Aqui está a lista das coisas que vão mudar para os nossos usuários após a compra por parte do Facebook: nada”, informou Acton em nota oficial publicada no blog do WhatsApp. “Vocês poderão continuar usando o WhatsApp pelo valor de US$ 1 por ano – como já acontece – e todas as demais ferramentas permanecem inalteradas”, completou. 
Se analisarmos o que aconteceu após a compra do Instagram – que completa dois anos no mês de abril –, é possível imaginar que as palavras dos líderes das duas empresas sejam mesmo verdadeiras. De lá pra cá, o Instagram ganhou melhorias, como o recurso de postagem de vídeos, e foi disponibilizado também para Windows Phone. Seu funcionamento, como foi prometido, permaneceu independente da rede social.

Em 2011, o WhatsApp valia US$ 8 milhões


O WhatsApp foi criado em 2009 pelo norte-americano Brian Acton e pelo ucraniano Jan Koum, que atualmente ocupa o cargo de CEO da companhia. Ambos eram funcionários do Yahoo! e acabaram deixando a empresa para cuidar do seus próprios projetos. 
A ideia do aplicativo surgiu quando a academia que Jan Koum frequentava decidiu proibir o uso de celulares. Ele ficou incomodado com as ligações perdidas enquanto estava praticando esportes e, como engenheiro, decidiu encontrar uma solução para o problema. 

Tudo sobre a compra do WhatsApp pelo Facebook [infográfico]                    Jam Koum, CEO do WhatsApp. (Fonte da imagem: Reprodução/BGR)

À época o iPhone era o principal aparelho portátil do mercado e ele apostou que o conceito vingaria e que em breve todos os celulares se tornariam smartphones. Em entrevista, Koum declarou que odiava os anúncios publicitários que invadiam os mensageiros e queria que o seu serviço ficasse longe disso.
“Quando você recebe uma mensagem da pessoa que você ama, da sua família ou do seu melhor amigo, você precisa estar apto para responder imediatamente e não pode ser distraído por nenhuma propaganda”, afirmou em entrevista à Fast Company. “Smartphones em geral são tão pequenos, tão pessoais que colocar anúncios naquela tela tão pequena não parece correto”, completou.
Seu desinteresse pelos anúncios já vem de longa da data, desde os tempos que ainda trabalhava no Yahoo! como vice-presidente de Engenharia. Em entrevista concedida em 2011 ao site GigaOm, Koum e Acton se descreveram como “pessoas focadas, quietas e preocupadas em fazer um produto que funcione bem”.

Tudo sobre a compra do WhatsApp pelo Facebook [infográfico]
             Brian Acton e Jan Koum. (Fonte da imagem: Reprodução/El País)

Assim como Koum teve uma carreira brilhante antes do WhatsApp, Acton também possui um currículo invejável. Como programador, atuou na Rockwell Engineering e depois na Apple. Entre as linguagens que utiliza, estão C, C++, Perl, PHP, Erlang, Java e Python.
O sucesso do WhatsApp não parece ter mudado muito o jeito simples da dupla. Em 2012, após uma visita da imprensa à sede do serviço, jornalistas descreveram que Koum recebeu os visitantes descalço enquanto Acton usava pantufas. 
Curiosidades à parte, o fato é que juntos eles criaram uma empresa sozinhos e que em 2011 valia pouco mais de US$ 8 milhões. Ao chegarem a marca dos US$ 19 bilhões, é bem provável que eles tenham batido um novo recorde: o WhatsApp é possivelmente a startup que teve a valorização mais rápida da história do Vale do Silício. 


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